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Transplante de Córnea – Ceratoplastia

Transplante de Córnea - Ceratoplastia

É o transplante mais realizado no mundo e a solução para diversas doenças da córnea. Existem diferentes técnicas para a realização da ceratoplastia.

A seguir explicaremos em detalhe as principais informações sobre o procedimento, como ocorre a cirurgia

 

Tipos de transplantes

 

1 – Transplante Penetrante da Córnea
Esse é o modelo clássico do transplante de córnea, onde a porção central da espessura da córnea do doador, com 8 a 8,5 milímetros de diâmetro, é enxertada no olho do receptor. Nele troca-se toda a região central da córnea e toda a sua espessura. A córnea do paciente (receptor) e a córnea doada (doador) são cortadas com uma lâmina de corte especial chamada trépano. Isso é a trepanação da córnea.

Depois de colocar a córnea doada, sutura-se as duas partes (receptor e doador) com fios de sutura muito finos. A sutura pode ser com pontos separados (geralmente 16) ou com uma sutura contínua, como se costurasse uma roupa.

 

2 – Transplante Lamelar da Córnea
Nessa modalidade não retira-se toda a espessura da córnea do paciente e sim apenas a porção anterior da córnea, que está doente, mas preservando as camadas mais profundas da córnea que estão sadias.

Tal procedimento proporciona maior rapidez de recuperação da visão, preserva a resistência do globo ocular, reduz o número de pontos necessários para a fixação do enxerto e, em certos casos, reduz o risco de rejeição. E ainda tem a vantagem de aumentar a previsibilidade da topografia e da refração pós-operatória.

As técnicas lamelares estão se difundindo rapidamente e essa modalidade de ceratoplastia vai se tornar numericamente disseminada, entre outras coisas porque permite que uma mesma córnea seja utilizada por dois pacientes em transplantes compartilhados.

Obviamente essa técnica serve somente para alguns tipos de doenças. Principalmente as doenças que não afetam todas as camadas da córnea, como o Ceratocone por exemplo. A sutura da córnea é realizada da mesma forma como o transplante penetrante.

 

3 – Transplante Endotelial da Córnea
Existem algumas doenças de córnea em que só a porção mais profunda da córnea está doente e o restante está normal. Para essas doenças é possível trocar só essa camada profunda, chamada endotélio. O transplante endotelial da córnea não é uma cirurgia tão comum, mas quando bem-feita é uma opção mais simples e muito boa.

Ao contrário dos outros 2 tipos de transplante, não é preciso dar tantos pontos. A grande indicação para esse tipo de transplante é a distrofia endotelial da córnea (Distrofia de Fuchs).

 

4 – Transplante de córnea a Laser
O advento do laser chamado de femtosecond ou femtosegundo veio para revolucionar a cirurgia de transplante de córnea. O laser faz os cortes da córnea (trepanação) de forma muito mais precisa. O que possibilita aplicar variações na técnica utilizada que podem aumentar o sucesso da cirurgia, diminuir o astigmatismo do pós-operatório.

Por ser mais preciso, o laser é capaz de “esculpir” a córnea, fazendo desenhos diferentes que facilitam a cirurgia. O equipamento é novo e ainda muito caro, mas já está presente em alguns hospitais no Brasil.

O laser de femtosecond é diferente do laser usado em cirurgias refrativas, chamado de excimer laser, usado para corrigir miopia e hipermetropia. No entanto, o fentosecond também é usado em cirurgias refrativas para confecção do flap na cirurgia de lasik.

 

5 Transplante Endotelial de Córnea

 

O que é o endotélio corneano?
Endotélio corneano é a camada interna da córnea (película transparente anterior do olho) responsável pela transparência desta.

 

Quando se transplanta o endotélio corneano?
Quando este não está funcionalmente sadio, levando a um inchaço da córnea e embaçamento da visão que não melhora com o uso de óculos ou lente de contato.

 

Todos os pacientes com disfunção endotelial podem ser submetidos a cirurgia de Transplante Endotelial de Córnea?
Existe um pré-requisito que seria a transparência das camadas anteriores da córnea, isto é, o problema deve ser exclusivamente do endotélio.

 

Quais as diferenças técnicas deste tipo de transplante de córnea e o transplante tradicional?
A grande diferença deste transplante e do tradicional é que se transplanta apenas a camada mais interna da córnea, e esta é aderida naturalmente às outras camadas da córnea, não há a necessidade de pontos para segurar o transplante em posição e também não ocorre a alteração da superfície ocular.

 

Quais os benefícios desta técnica?
Recuperação mais rápida da visão e índices mais baixos de rejeição.

 

E os resultados desta técnica?
Esta é uma técnica bastante nova no mundo, e existe uma relação grande entre a experiência do cirurgião e o sucesso da cirurgia. Estudos publicados desde 2006, quando a técnica se consagrou, demonstra excelente resultado com recuperação da visão em um período que varia de 4 a 6 semanas.

 

É possível fazer um novo transplante endotelial se for necessário?
Sim, mas dependendo do caso a melhor indicação é recorrer ao transplante de córnea tradicional. Apesar de uma recuperação mais lenta, os resultados da técnica tradicional de transplante são muito bons, pois já são realizados há mais de 40 anos.

 

Considerações gerais da cirurgia

 

Pré-Operatório
Como em toda cirurgia oftalmológica, antes da cirurgia, serão realizados uma série de exames para avaliar dados importantes que podem alterar o prognóstico da cirurgia, como pressão ocular, alterações retinianas ou do nervo óptico, por exemplo.

 

Anestesia
Geralmente é feita com anestesia local. Em algumas situações, o médico pode optar por fazer anestesia geral, para diminuir a chance de algumas complicações durante a cirurgia.

 

Pós-operatório
A recuperação do paciente leva de algumas semanas a meses e o médico precisa acompanhar com cuidado sua evolução para evitar inflamações, controlar uma eventual rejeição e determinar o momento exato de retirar os pontos.

Em geral, o pós-operatório do transplante de córnea é relativamente simples. O paciente vai precisar evitar grandes esforços físicos e usar os colírios de forma correta entre 1 e 6 meses, que tem como objetivo evitar infecções e reduzir a chance de rejeição da córnea.

A principal preocupação dos pacientes que se submetem ao transplante é saber quando que a visão vai ficar boa. Isso vai variar bastante, de acordo com a doença apresentada antes da cirurgia, com o tipo de transplante feito e com o astigmatismo resultante da cirurgia.

O astigmatismo que a pessoa vai apresentar depois da cirurgia vai depender do corte da córnea doada (trepanação da córnea) e da sutura realizada pelo cirurgião. Os pontos do transplante serão retirados com o passar do tempo, reduzindo o astigmatismo apresentado.

Não há garantia que, depois do transplante, o paciente não precisará usar óculos. Pelo contrário, grande parte dos pacientes vai precisar de óculos ou de lentes de contato para corrigir o astigmatismo, além de uma possível miopia ou hipermetropia.

 

Quando posso retirar os pontos do Transplante de Córnea?
Essa é uma pergunta que os pacientes sempre fazem. Quem vai decidir quando tirar os pontos do transplante de córnea é o cirurgião, baseado em critérios como: grau de astigmatismo após a cirurgia, se tem algum ponto frouxo ou próximo de um vaso sanguíneo perto, o que pode aumentar o risco de rejeição, entre outros fatores. Em geral, o período mínimo para início da retirada dos pontos é de 3 meses após a cirurgia.

Na realidade, esses pontos não incomodam e podem ficar no olho por um período grande. Ele só vai ser retirado se tiver motivo para isso. Por isso, o paciente não deve se preocupe em retirar os pontos agora ou não. Deixe o médico se preocupar com isso.

 

Depois do Transplante de Córnea vou precisar usar óculos?
Como a córnea doada é presa ao olho, suturada em 16 pontos. A força aplicada em cada um desses pontos é o que vai determinar o grau de miopia ou astigmatismo (e menos raramente hipermetropia),no pós-operatório. É muito difícil fazer os pontos com força e tensão semelhantes de maneira que não sobre grau nenhum. É como se várias pessoas diferentes estivessem puxando um pano de cada lado. Cada um vai fazer uma força diferente e o pano dificilmente ficará perfeitamente redondo.

Geralmente depois do transplante sobra um grau um pouco alto e o médico vai retirando alguns pontos para diminuir esse grau. Nem sempre conseguimos diminuir totalmente o grau e há a necessidade de usar óculos ou lentes de contato. Outras vezes é preciso dar um outro ponto para balancear as forças e fazer o grau ficar menor. Então, a resposta para a pergunta acima é: provavelmente sim!